Ars Scientia

Lá porque a perfeição é aborrecida, a compreensão é um mal necessário. Onde ciência, artes e letras convergem num estranho expoente.

Avanços contra carcinomas dependentes de agentes virais.

É com grande expectativa que Portugal entra na primeira fase da comercialização do Gardasil. Esta inovadora vacina é das primeiras que se provaram eficazes no combate do cancro da fórnix. Apesar de dificilmente responder positivamente a todos os tipos de cancros uterinos, foi desenhado especificamente para combater os quatro tipos mais cancerígenos do vírus HPV (Papilomavírus Humano).

Esse vírus, HPV, infecta as mucosas genitais masculinas e femininas, sendo normalmente transmitida sexualmente. Contudo, onde se mostra mais prejudicial na fórnix. É normalmente detectado por testes de papanicolau e colposcopias, em casos positivos acompanhado por biopsias com o objectivo de estudar o seu estado de desenvolvimento. Todo este cuidado deve-se às estirpes do vírus que causam carcinomas. Como as estirpes 6, 11, 16 e 18, as estirpes sobre qual esta vacina incide.

Este tipo de carcinoma, infelizmente, é muito comum na Europa, obtendo cá o pico da percentagem de casos.O seu lançamento veio trazer uma oportunidade de inverter essa tendência há muito esperada. No entanto, a vacina é bastante específica, já que funciona no sistema clássico de um soro com capsinas em suspensão, obtidas por recombinação das estirpes em causa. Como tal, continua a padecer de riscos e depender bastante do sistema imunitário de cada um, não sendo ainda a vacina global que todos esperavam.

Sem dúvida um grande passo no combate de todos os carcinomas dependentes de agentes virais. É esperar para medir o seu potencial na balança de sucessos… e esperar que quando finalmente esteja pronto para distribuição mundial o preço seja muito mais acessível à saúde (e carteira) do português médio.

15 Janeiro, 2007 Publicado por Ludovico M. Alves | Ars Scientia, Ciência, Notícias, Sociedade | | Sem comentários ainda