Pontos, Pontes e Culturas
Tem havido várias críticas às acções do nosso Presidente da República. Aparentemente há quem acredite que a sua viagem foi apenas um desgaste para as contas do país.
E eu pensava que a escolha de um Presidente com presença internacional era mesmo para reformular os laços e representar bem o país. Raios, porque sou eu tão inocente.
Ao menos todos os empresários que foram com ele voltaram com negócios. Não se pode dizer que todas as medidas de outros tenham garantido o mesmo.
Mas disperso-me. O que eu queria falar é sobre as pontes entre culturas e as últimas iniciativas com a Índia foram a dica perfeita. Riqueza é talhada nessas viagens, em todos os aspectos, desde os vulgares aos mais elaborados. As voltas que nós demos até chegar lá…
O bicho colectivo que é a humanidade evolui de encontros de culturas. Portugal e Índia têm ricas histórias paralelas e ao mesmo tempo perpendiculares… e por vezes divergentes. Pormenores. Mesmo contra fundos fracos, o Instituto Camões sempre inspirou gente a explorar e aprender a língua e cultura portuguesa. Na rica tapeçaria cultural que é Índia, o elo da curiosidade é mais forte que as limitações materiais.
Mas quando as coisas não dão com uma realidade hispânica… há sempre outra. Por isso o Instituto Cervantes tem igual ou maior sucesso na região.
Língua e cultura trocamos. No entanto, as possibilidades não param. A Índia e Portugal curiosamente partilham bastante das áreas industriais em quais nos temos grandes casos de sucesso. A indústria de alta tecnologia e investigação, como por exemplo, a biotecnologia, são fortes de ambas as nações. Uma nova ponte, uma nova fonte. A globalização não tem de ser a clonagem cultural que costumamos ver. A troca de ideias é impagável.
E se forem precisas mais viagens para isso… bem, o nosso país já pagou mais para percorrer o mesmo caminho.

Ludovico M. Alves,
Obrigada pela visita ao público&privado e por gostar do meu texto!
As viagens são intercâmbios bem enriquecedores para as diversas culturas. Ainda mais quando não se tem a noção de ’superioridade’ em mente.
Ótimos posts,
Cris
É um bom blogue e um bom texto, é fácil de gostar de ambos. Da minha parte, obrigado pela visita.
Também devo ser muito inocente, porque considero que esta viagem do PR foi bastante bem pensada e programada.
Em vez de visitar paises que pouco ou nada têm a ver connosco, ou dos quais pouco podemos beneficiar, visitou-se a India. Pioneira em bastantes áreas que o nosso páis quer desenvolver.
A própia viagem foi muito bem preparada, cada acto tem uma razão de ser. Será que estamos a, finalmente, perceber o papel de PR?
Argumentar com os gastos financeiros de uma viagem é mesquinho, porque até parece que, como dizes, um PR não é para ir em representação do país ao estrangeiro, reforçando os laços internacionais. E se, sinceramente, fossem essas despesas que estevissem a degradar as contas públicas…
O Instituto Camões é que podia mesmo trabalhar um pouco mais: de vez em quando chegam-me fios de beque bastante negativos e mesmo a tua review não é muito animadora. Há que investir mais na lusofonia: havíamos de ser todos Agualusas.