Ars Scientia

Lá porque a perfeição é aborrecida, a compreensão é um mal necessário. Onde ciência, artes e letras convergem num estranho expoente.

Publicidade da repetição

O que faz um investigador quando a sua área de investigação se torna uma pária?

Faz dinheiro e revoluciona o mundo do marketing.

Cada vez nos enterramos mais numa sociedade de “ácidos nucléicos”. Geneticista começa a ser uma designação que não só ultrapassa a barreira das profissões, começa a entranhar-se na ideia de construção social. Passou a própria barreira do termo. Apesar de ao começar este artigo, rever a clara situação da difamação dos estudos de eugenia e genética após a Segunda Guerra Mundial e a consequente migração de cientistas da área para outros sectores, os memes são um exemplo mais recente. Os velhotes reformularam a nossa maneira de ver a publicidade, trazendo uma visão metódica e científica, com factores de atracção e toda uma construção de selectividade e herança.

Arquitectos utilizam memes e genes na elaboração de edifícios. Onde há alicerces, também a suporte de ideias e de espaços humanos. Antropologia moderna emprega tantos geneticistas como investigadores mais “clássicos”. Cada vez mais, o centro com mais candidatos deixa de ser o centro de desemprego…

E isto tudo porque eu estava aborrecido e precisava de reafirmar que está tudo interligado.

22 Março, 2007 Publicado por Ludovico M. Alves | Ars Scientia, Comportamentos, Humanidades | | Sem comentários ainda